Fábulas - La Fontaine
Na água limpa de um regato,
matava a sede um cordeiro,
quando, saindo do mato,
veio um lobo carniceiro.
matava a sede um cordeiro,
quando, saindo do mato,
veio um lobo carniceiro.
Tinha a barriga vazia,
não comera o dia inteiro.
- Como tu ousas sujar
a água que estou bebendo?
- rosnou o Lobo a antegozar
o almoço. – Fica sabendo
que caro vais me pagar!
- Senhor – falou o Cordeiro -
encareço à Vossa Alteza
que me desculpeis mas acho
que vos enganais: bebendo,
quase dez braças abaixo
de vós, nesta correnteza,
não posso sujar-vos a água.
- Não importa. Guardo mágoa
de ti, que ano passado,
me destrataste, fingido!
- Mas eu nem tinha nascido.
- Pois então foi teu irmão.
- Não tenho irmão, Excelência.
- Chega de argumentação.
Estou perdendo a paciência!
- Não vos zangueis, desculpai!
- Não foi teu irmão? Foi o teu pai
ou senão foi teu avô.
Disse o Lobo carniceiro.
E ao Cordeiro devorou.
Moral : Onde a lei não existe, ao que parece,
a razão do mais forte prevalece
Cordeiros e lobos...
Atualmente o mundo esta sendo definido por "Poder", por "Força" e "Autoridade". A lei já não é mais estabelecida, e muito menos seguida se faz o que quer, quando quer e como puder e os fortes sempre prevalecem.
Esquecemos que nós somos os cordeiros e que elegemos os lobos que estarão definindo nosso futuro.
Engraçado como tudo parte de uma ação, uma ação de nós mesmos e que terão consequências nem sempre vantajosas para os cordeiros desse Brasil a fora.
Engraçado como tudo parte de uma ação, uma ação de nós mesmos e que terão consequências nem sempre vantajosas para os cordeiros desse Brasil a fora.
A citação, "Onde a lei não existe, ao que parece, a razão do mais forte prevalece", pode-se enquadrar em várias ocasiões do nosso cotidiano. Irei transmitir nessas poucas linhas, um exemplo atual que condiz e muito com a citação da fábula de Fontaine.
O Trânsito paulistano: Porque será que existe os semáforos?
Pensem comigo meus leitores, irei utilizar um exemplo de pequenas cidades do interior, nelas praticamente não existe semáforos, ou a sua utilização é mínima, nessas regiões a maiorias das pessoas são cordiais, exercitam a cidadania como uma rotina em suas vidas, dão passagens a idosos, dão a preferência em determinadas situações a outros veículos sem ser necessário gritar, acelerar e buzinar.
E se em nossa capital não existi-se semáforos e só existe- se o bom senso e cidadania do povo paulistano, como seria o trânsito?
E esse caos não se dá somente nas cidades, ele também prevalece nos bairros longe do centro, onde o fluxo de carro é bem menor lá está ele presente em nossas vidas.
O Trânsito paulistano: Porque será que existe os semáforos?
Pensem comigo meus leitores, irei utilizar um exemplo de pequenas cidades do interior, nelas praticamente não existe semáforos, ou a sua utilização é mínima, nessas regiões a maiorias das pessoas são cordiais, exercitam a cidadania como uma rotina em suas vidas, dão passagens a idosos, dão a preferência em determinadas situações a outros veículos sem ser necessário gritar, acelerar e buzinar.
E se em nossa capital não existi-se semáforos e só existe- se o bom senso e cidadania do povo paulistano, como seria o trânsito?
- Imaginem o mundo sem leis a ser seguidas?
- Sem leis nas empresas, nas escolas, no trânsito, no supermercado, na política? enfim na vida?
- Existe dúvidas de que a razão do mais forte irá prevalecer?
Eu, Danielle Ap. Saldonas infelizmente tenho certeza!


